IA na mídia: por que agências estão virando empresas de capacidade

A Omnicom Media mostra como a IA está mudando o papel das agências: menos operação repetitiva, mais estratégia, dados e capacidade consultiva.

IA na mídia: por que agências estão virando empresas de capacidade

IA não elimina agências. Ela redefine o que elas precisam entregar.

A discussão trazida por Ralph Pardo, CEO da Omnicom Media Group North America, é um retrato muito claro do momento atual do mercado: ferramentas automatizadas de IA estão assumindo parte do processo de compra de mídia, e isso força as agências a repensarem seu posicionamento.

O ponto central não é a substituição pura e simples do trabalho humano. É a mudança de valor. Quando tarefas repetitivas passam a ser automatizadas, o diferencial deixa de estar na execução operacional e passa a depender de estratégia, leitura de contexto, integração de dados e capacidade de orientar decisões de negócio.

Na prática, isso muda o discurso comercial. A Omnicom Media está reescrevendo a forma como se apresenta aos clientes e, segundo Pardo, prefere se definir como uma empresa de capacidade, não apenas como uma holding que “segura” ativos. Essa visão é importante porque traduz uma tendência mais ampla: empresas de serviços precisam vender resultado, inteligência e adaptação, não apenas volume de entregas.

O que essa mudança ensina para empresas de todos os setores

Embora a notícia fale do mercado de mídia, a lógica vale para qualquer empresa que presta serviço especializado. Sempre que a tecnologia automatiza uma parte do processo, o mercado passa a valorizar mais quem consegue interpretar dados, desenhar soluções e conectar tecnologia a objetivos concretos.

Isso vale para agências, consultorias, times de marketing, operações comerciais e até áreas internas de TI. O desafio não é apenas adotar IA. É reorganizar processos, redefinir papéis e identificar onde o time humano gera vantagem competitiva real.

Para empresas que querem crescer com tecnologia, a lição é direta: automatizar o que é repetitivo libera tempo para o que é estratégico. E isso exige uma base digital bem estruturada, com sistemas, integrações e jornadas claras. Em muitos casos, o primeiro passo está em revisar a presença digital e a arquitetura de operação, como em sites e sistemas web que sustentem processos mais inteligentes.

O novo valor das equipes “M-shaped”

Outro ponto relevante da fala de Pardo é a priorização de profissionais “M-shaped”. Na prática, isso aponta para times com profundidade em mais de uma competência: visão estratégica, domínio técnico, capacidade analítica e entendimento do negócio.

Esse perfil é cada vez mais importante porque a IA amplia a produtividade, mas não substitui a necessidade de interpretação. Ferramentas podem executar tarefas, organizar fluxos e acelerar análises. Mas ainda cabe às pessoas decidir o que fazer com essas informações e como transformá-las em crescimento.

Para líderes de marketing e tecnologia, isso significa repensar contratação, treinamento e estrutura de equipe. Em vez de buscar apenas especialistas isolados, faz mais sentido construir times capazes de colaborar entre dados, conteúdo, mídia, automação e experiência digital.

Estratégia, dados e adaptação: o tripé que sustenta o futuro

A fala de Ralph Pardo também reforça um ponto essencial: a proposta de valor das agências continua existindo, mas precisa se adaptar ao que os clientes realmente precisam. Isso vale para qualquer empresa B2B. O cliente não compra apenas execução; ele compra clareza, previsibilidade e capacidade de resolver problemas complexos.

Por isso, a IA deve ser vista como uma camada de eficiência e inteligência, não como um fim em si mesma. Quando bem aplicada, ela ajuda a reduzir desperdícios, acelerar rotinas e melhorar a tomada de decisão. Quando mal aplicada, apenas automatiza ruído.

Na SuaEmpresa.Net, essa leitura faz todo sentido: tecnologia só gera resultado quando está conectada a estratégia, presença digital e processos bem desenhados. É por isso que soluções como automação de marketing e integração entre canais precisam ser pensadas como parte de uma operação maior, e não como iniciativas isoladas.

Conclusão

A notícia da Omnicom Media mostra que a IA não está acabando com o mercado de agências. Ela está separando quem vende operação de quem entrega capacidade real de negócio.

Para empresas que querem se manter competitivas, a mensagem é clara: automatize o repetitivo, fortaleça a estratégia e invista em times que saibam unir tecnologia e visão comercial. Esse é o caminho para transformar eficiência em vantagem competitiva.

Fonte: Digiday

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